Excelentes concertos.
O primeiro, o da Fanfare, muito divertido. A trupe tem um carisma muito especial ainda que o acto esteja sempre sobre o risco que separa a pimbalhada balcã e a musica popular tocada por muito bons musicos (alguns pelo menos).
O segundo muito melhor que a espectativa. Tinha para comigo que a ultima coisa que a senhora deveria querer era repisar o passado e ser arrastada pelo publico para o reportório Gainsbourguiano. Nem sequer foi necessário. Apesar do album novo, e como a propria fez questão em referir e repetir, cantar é um acto que só faz sentido na sua vida, pensando em Gainsbourg. Ela foi o veiculo usado por ele para comunicar a mensagem mais sensivel que desempenhava um papel muito importante na sua composição. Provavelmente sem a influencia dele jamais cantaria. Encheu a casa e foi literalmente "a todos os cantos". Cantou, recitou, veio cantar para o meio do publico, sempre com uma elegancia fantastica. Momento alto do espectaculo, uma musica, composta por ela, em homenagem a Aung San Suu Kyi.
Pior foi ter que tirar o Gue da cama para ir para Coimbra...
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