quarta-feira, janeiro 31, 2007

Mundo Novo


Sze Tsung Leong. (American and British, born Mexico, 1970). Huilongguan I, Changping District, Beijing. 2005. Chromogenic color print, 31 7/8 x 40 1/16" (81 x 101.8 cm). Fractional and promised gift of Donald L. Bryant, Jr. © 2007 Sze Tsung Leong

Boa onda...

Continuo a navegar pela blogosfera e a descobrir verdadeiras maravilhas. Por vezes é o aspecto visual como o caso do blog do astraunata "Planeta Pop" outras pelo conteudo como o "sound+vision".
Pensando bem não é de espantar... Cada vez mais, seja a trabalhar, seja num outro tema qualquer a palavra de ordem é "de certeza que já alguém se lembrou e pôs alguma coisa na net".
E só de pensar como tudo era há 5 anos atrás!
E há 15? Que salto fabuloso!!!

sábado, janeiro 27, 2007

red flag


um novo filme de clint eastwood desperta curiosidade e é normalmente uma boa escolha, para mais tratando-se de uma historia baseada em factos veridicos decorridos na 2ª guerra. flags of our fathers segue uma sequência de filmes maiores deste realizador que como ninguém ultimamente, provou saber contar a mais simples das historias da forma mais reveladora e cativante possivel. eastwood mostrou ser capaz de fazer sobressair a essencia dos gestos e dos laços emocionais sem ser suficientemente directo para cair na lamechisse. como bom contador de historias cativa a audiencia e certifica-se que em nenhum momento a perde mesmo quando no final da historia desvia o rumo dos acontecimentos (e o moral) para o imprevisivel. em mystic river e million dollar baby tudo parece cirurgico para nos levar a entrar na personagem e nos contagiar com toda a sua condição humana.
o novo filme fica muito áquem deste resultado. falta-lhe a consistência dos anteriores. a história, muito mais rica/complexa, deixou de ser simples e fácil de contar evitando que os detalhes e subtilezas ganhassem dimensão. a reconstituição da invasão de Iwo Jima exigiu uma grande produção (batalhões de gente, efeitos especiais, guarda roupa...) que talvez tenha desviado a atenção de eastwood das inumeras oportunidades que a mesma lhe dava para voltar a fazer aquilo em que é mestre.
o drama das personagens principais foi pouco e mal explorado. a batalha que podia "salvar-se", ainda que a espaços muito bem filmada, perde por ser inteiramente contada segundo a visão de uma das partes (efeito deliberado dado que a versão japonesa da história dará lugar a um segundo filme) . na fase em que o pseudo-heroismo dos personagens era usado em beneficio da angariação de fundos para a guerra, as vidas dos três homens dispersam e o filme não é capaz de as cruzar. as interpretações também não ajudam e o resultado é uma desilusão.
esperemos que letters from Iwo Jima redima clint eastwood.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

go!


não podia deixar como primeiro apontamento "coltural" outra coisa que não uma referência para a pop e para quem nela me merece mais respeito.
escolhi um lugar comum que não está nas suas origens mas que soube delas evoluir para um lugar próprio, uma nova origem.
não me canso, por mais que abuse, de os ouvir.
ok computer, album lançado em 1997, partilhando lugar de destaque nas prateleiras com outra das referencias do mesmo periodo (falo do album homonimo dos Portishead) é por muitas razões the album!
os radiohead the band !
foi uma boa companhia em montreal durante o longo inverno da tempestade do seculo.
voltarei ao album e à cidade algures pelo caminho...
alp

get set...

numa qualquer manhã, um qualquer ser,
vindo de um qualquer pai,
acorda e vai.
vai.
como se cumprisse um dever.

nas incógnitas mãos transporta os nossos gestos;
nas inquietas pupilas fermenta o nosso olhar.
e em seu impessoal desejo latejam todos os restos
de quantos desejos ficaram antes por desejar.

Estrela da Manhã
António Gedeão

abre os olhos miguel
e vai


on your marks...

como qualquer começo, não sei bem como acabará, quando acabará. entusiasmado por outros aqui estou a experimentar esta forma de registo de ocorrências para futura memória, tentando que os meus "pardais" encontrem o caminho para os seus "ninhos".
é um espaço para o que me apetecer dizer, na esperança que o entusiasmo deixe que dure o suficiente para ser divertido, e de quando em quando surja a vontade de espreitar para trás.
sem grandes compromissos ou ordens pre-estabelecidas estarão presentes os temas que me são mais caros, e que de alguma forma marcarão os dias que hoje começam.
a quem aqui passar seja bemvindo.

Alp